Archive for the ‘Paraná Online’ Category

Lembranças da Guairacá

fonte: Parana-Online – 27/09/2004 às 22:46:17 – Atualizado em 17/11/2008 às 12:22:07

A Voz Nativa da Terra dos Pinheirais

Uma vez por mês, preferencialmente na última quinta-feira, um grupo de senhores de certa idade reúne-se em torno de uma mesa de restaurante em Curitiba. São professores, advogados, publicitários, médicos, empresários e ex-funcionários públicos que têm algo em comum: fizeram parte do elenco da Rádio Guairacá de Curitiba e ajudaram a escrever a história do rádio paranaense, nos áureos tempos das ondas médias, quando o rádio tinha corpo, alma e conteúdo; era feito ao vivo; locutor sabia falar e tinha voz de locutor; operador de som era um técnico e não se limitava a manusear botões; e o rádio era o grande veículo de comunicação e distração nacional. São os remanescentes da gloriosa ZYM-5, “A Voz Nativa da Terra dos Pinheirais”. Dos “sobreviventes”, costumam responder presente (pela ordem de importância): Elon Garcia, Sérgio Luiz (Picheto), Euclides Cardoso, Renato Mazânek, Ito Fabrício de Mello, Álvaro D’Tullio, Otto Weismeyer, Josué Pinheiro, Alceu Gineste, Luís Renato Ribas, Manoel Afonso, Luís Ernesto, Gilberto Fontoura e o ex-locutor que vos fala.

O encontro normalmente começa com um preito de saudade àqueles que já se foram, como Aluízio Finzetto, Ivan Curi, Wanderley Dias, Acari Juruá, Benevides Prado, Humberto Lavalle, Edumar Pires, Júlio Xavier Viana, Maria Helena, Lourival Portela Natel, Abílio Ribeiro, Colombino Grassano, Alcindo Palhares, Aníbal Coderini, Afonso Riesemberg, Colmar Rocha Braga, Gedeon de Souza, Janguito do Rosário, Nhô Belarmino e Nhá Gabriela, Martins Rebelatto, Remy Dullius, Enoli Brígida, Romualdo Ousaluk, Orlando Alberti, Werner Riecks, Medeiros Filho, Bráulio Prado, Paulo César (Etevaldo Cunha Santiago), Gilberto Cadamuro, Israel Correia, Manoel Muzillo, Caiuby Muniz, Enéas Faria, entre outros. Depois, lamenta-se a ausência dos que não puderam vir (ou não foram localizados), como Jair Brito, Ália Haddad, Ayrton Marino, Archimedes Macedo, João Féder, Túlio Vargas, Norberto Castilho, Mansur Teófilo, Zé Pequeno, Cândido Gomes Chagas, Mauro Edson, Dilson Sallas, Itané Leão, Aloar Ribeiro, Evanira dos Santos, Kit Abdala, Boleslau Sliviany, Yara Dinah, Adelson Alves, Darcy Costa, Gerson Paes, Hugo Luciano, Luiz Carlos Rosa, João Isidoro, Maria Aparecida, Denísio Belotti, Osmar Hagmeyer, Pier Nota, Pedro Boralli, Carneiro Neto, Rafael Iatauro…

A pauta da conversa é variada, com destaque para os grandes feitos da “Taba M-5” e as mancadas históricas diante do microfone. Outra obrigação à mesa é falar mal de antigos colegas, presentes ou ausentes (preferencialmente dos ausentes, porque, segundo Ariano Suassuna, falar mal de alguém na frente dele é sempre constrangedor, para as duas partes).

Prólogo

Na última reunião do grupo, o assunto inicial foi o recém- lançado livro Sintonia Fina -Histórias do Rádio, de Jamur Júnior, no qual o autor, com o propósito de contar a história do rádio paranaense, marca mais a própria presença no dito, como, aliás, já fizera com o anterior, sobre a TV.

– O Jamur tem ressentimento da Guairacá, diagnosticou um dos presentes. Ele quis trabalhar lá, nos anos de ouro, mas não conseguiu. O Curi até pensou na hipótese, mas isso só ocorreu quando a emissora já amargava fase de decadência, um pouco antes de virar Iguaçu.

Aí o diálogo pegou fogo:

– Não é bem isso. Na verdade, o Jamur foi uma figura importante na história da televisão, mas no rádio dos anos dourados teve uma presença apenas periférica.

– Ele teve algum destaque na Rádio Cultura, de Abílio Holzmann, que também ficava na Rua Barão do Rio Branco. Diz que atuou na Colombo e na Ouro Verde, mas não há lembrança disso. Na Independência, também foi só muito tempo depois.

– Sobre a Guairacá, creio, ele andou perguntando apenas ao Féder e ao Gilberto Fontoura. (Nota do redator: Gilberto não se achava presente naquela noite.) E o Gilberto era então apenas uma criança, que atuava no “Clube Mirim”, do Finzetto, e depois passou a ajudar o pessoal do esporte.

– É, mas o Jamur gosta dele. Nós também gostamos, mas ele não é a única fonte disponível.

– O valor do livro do Jamur é inegável, como também é inegável que muita gente importante na trajetória do rádio no Paraná foi esquecida, não se sabe se propositadamente ou não.

– Realmente, deixar de citar pessoas como Nilda Ferreira, Dulce Soares, Camilo Jorge Grabski, Zé Pequeno, Remy Dullius, J.J. Puppia, Eolo de Oliveira, Gedeon de Souza, Hugo Luciano, Ivo Garcia, Edmond Fatuch, Ália Hadad, Antônio Carlos Rocha, Adelson Alves, Antero da Silveira, Edson Luiz Militão, Mauro Edson, Moacyr Pereira, Luiz Renato Ribas, Luiz Augusto Xavier, Milton Müller, Mano Bastos, Olegário Mariano, Kolbert Elias, Pedro Sartorelli, Roberto Souza, Luiz Menzel, Alceu Gineste, Renê Barwinski, Luiz Rodrigues, Álvaro D’Tullio, Rogério Camargo, Victo Johnson, Victor Miroslau, Reinaldo Camargo, Sil Viany, Camargo Amorim, Sansores França, Adilson Machado, Ismael Lago, Paulo Branco, Hélios Chasko, Francisco Rocamora, Harley Santos, Jair Souza Dias, Alceu Schuab e tantos outros, é não conhecer a história do rádio do Paraná.

– Pior do que isso, nomes de importância indiscutível, com os quais ele conviveu na televisão, como Romualdo Ousaluk, Flávio Menghini, Mário Bittencourt, Fritz Bassfeld, Tônio Luna, Carlos Marassi…

– E o Renatinho Mazânek, aqui presente, que conhece como poucos a história do rádio paranaense, participou dela diretamente e foi quem levou o Jamur para a televisão, nos primeiros tempos do Canal 12?!

– Mais destaque e importância deveriam ter merecido, também, José Wanderley Dias, Aluízio Finzetto, Irene Moraes, Sérgio Luiz, Euclides Cardoso, Tônia Maria, Souza Moreno, Mário Vendramel, Azor Silva, Ivo Ferro, Belarmino e Gabriela, Hamilton Corrêa, Antenor Santos…

Aí sobrou para mim:

– E você, Célio, que, além de haver atuado como locutor e apresentador nas rádios Santa Felicidade, Guairacá, Colombo, Ouro Verde, Cruzeiro do Sul e Independência, assinou importantes colunas sobre rádio nos jornais A Tarde, O Dia e Última Hora?…

Fui obrigado a responder:

– É, mas como colunistas também deixaram de ser citados e consultados Luiz Renato Ribas, do Diário do Paraná; Marcus Aurélio de Castro, do Correio do Paraná, e Zeno Otto, da Tribuna do Paraná.

O Jamur certamente não precisou da nossa ajuda. Depois, Célio Guimarães hoje têm três: o original, aqui presente, e dois como pseudônimos, um na Rádio Globo, de São Paulo, e outro na Difusora FM, da Lapa.

Passado o momento inicial de lamento e indignação, retornou-se a rotina e voltou-se a tratar do que é mais caro para os comensais: o culto à memória da velha “Voz Nativa da Terra dos Pinheirais”.

Esta terra tem dono!

A Rádio Sociedade Guairacá Ltda., ZYM-5 – a terceira emissora de Curitiba (depois da Clube Paranaense, de 1924; e da Marumby, de 1946, embora esta tivesse os estúdios e transmissores em Campo Largo) e a quarta do Paraná (em 1940, fora inaugurada a Clube Pontagrossense) – iniciou suas atividades em 19 de outubro de 1947. A concessão fora outorgada um ano antes, em 24 de dezembro de 1946, a um grupo de empresários e políticos, liderado pelo então governador do Estado, Moyses Lupion (os demais eram João Brasílio Ribas, Murilo Lupion de Quadros, Aluízio Finzetto, Honorato Lupion Pereira e, posteriormente, Pedro Máximo Lupion).

Com transmissores no bairro do Guabirutuba e torre no Corte Branco (hoje, Atuba), os estúdios e a administração da emissora já ocupavam todo o andar superior do amplo sobrado da Rua Barão do Rio Branco n.º 167, esquina com a José Loureiro, sobre as Lojas Hermes Macedo. No topo da escadaria de acesso, no salão da recepção, tinha destaque a imagem-símbolo da “Voz Nativa da Terra dos Pinheirais”: o cacique Guairacá, com o seu bastão, que se tornara célebre no episódio em que expulsou os invasores do território paranaense com uma sonora pancada no chão e a histórica frase “Esta terra tem dono!”.

Escola de rádio

– Desde o início, a Guairacá foi uma escola! – recorda o jornalista Cândido Gomes Chagas, que iniciou ali a sua carreira, então como repórter esportivo, completando: “Mas além de radialistas, ali se formaram grandes amizades. A equipe era composta de jovens, estudantes em sua maioria, que faziam rádio por amor, sem grande preocupação com o profissionalismo”.

O fato é que, com seus 10kW de potência (uma fábula para a época), a nova emissora já nasceu grande. Com uma programação eclética e “cast” próprio – que incluía locutores, apresentadores, noticiaristas, técnicos de som, produtores, equipe de esportes, atores e atrizes, cantores, humoristas e até uma orquestra completa, regida pelo maestro Bento Mossurunga -, “A Voz Nativa da Terra dos Pinheirais” mandava ao ar, pelos 560kc, música, notícia e diversão, em programas de estúdio (eram três) e de auditório, novelas, reportagens e jornadas esportivas. Uma de suas principais estrelas era a dupla caipira Nhô Belarmino e Nhá Gabriela, que fazia a festa aos domingos em “A Feira da Alegria”:

“O boa noite das Casas Lorusso / O nosso boa noite

também / Muitas felicidades / E que o anjos digam amém”.

Outra figura marcante, na época, foi José Wanderley Dias, então um jovem estudante de direito. Ele escrevia programas, criava vocabulário e colecionava sucessos. Um deles foi a série “Os Troncos dos Pinheirais”, em 1953, em comemoração ao centenário do Paraná, com a radiofonização semanal da vida de algumas das mais representativas figuras do Estado.

“Cem anos de imortais, perenes glórias,

Guardados na mais linda das histórias,

Cem anos como iguais, ouvi, não há:

Centenário e glorioso Paraná!”.

A narração era de Aluízio Finzetto, com a participação do “Cast Correia Jr”: Edumar Pires, Ivan Curi, Acari Juruá, Júlio Xavier Viana, Maria Helena, Esli Iara, Benevides Prado, Rocha Braga, Enoli Brígida, Celso Veras, Diva Muniz e Afonso Riesemberg.

Do alto da Magirus

A liderança nas transmissões esportivas era indiscutível. Nem que, para isso, fossem necessárias algumas façanhas. Uma delas, também lembrada por Cândido Gomes Chagas, ocorreu em fevereiro de 1948 e virou notícia nacional: “A diretoria do C.A. Ferroviário (hoje, Paraná Clube), descontente com comentários de Rocha Braga, proibiu a entrada do locutor no Estádio Durival de Brito. Mas a emissora decidiu que sem o Braga não tinha transmissão. Encontrou-se a solução junto ao Corpo de Bombeiros: uma escada “Magirus” foi levantada na área externa do estádio e, do topo da mesma, a dupla Rocha Braga-João Féder cumpriu a sua tarefa. Tudo saiu perfeito e o ibope, como sempre, estourou”.

O próprio Candinho, como repórter, fez o vai-e-vem do campo e dos vestiários à improvisada cabine. Na semana seguinte, os cartolas cancelaram a punição. Na equipe esportiva, além de Rocha Braga, Féder e Candinho, atuavam Colombino Grassano, Mbá de Ferrante, Flávio Ribeiro, Wanderley Dias, Fernando e Álvaro Zgôda, Carlos Langer Neto e João Ribeiro.

Atrações M-5

Além dos programas já citados, do radioteatro e das jornadas esportivas, fizeram história no microfone de ZYM-5, entre tantos: “Clube Mirim” e “Clube Juvenil M-5”, com Aluízio Finzetto; “Caixa de Surpresas”, com Júlio Xavier Viana; “Hora da Ave Maria”, com Lourival Portella Natel; “Turbilhão de Atrações”, com Paulo César; “Grande Jornal Falado Guairacá”, com Ivan Curi e Elon Garcia; “O Mundo em que Vivemos”, de Romualdo Ousaluk; “Terra de Homens”, de Norberto Castilho; e “Aí Vem o Sucesso!”, de Euclides Cardoso, com Sérgio Luiz, depois Hugo Luciano e, finalmente, o locutor que voz escreve.

Declínio, silêncio e saudade

No final da década de 60, com o a ditadura militar e a perseguição aos políticos, entre os quais o ex-governador Lupion, a Guairacá entrou em declínio: começou a perder anunciantes e elenco, e acabou sendo transferida para Samuel Silveira, da Rádio Cruzeiro do Sul. Em 1968, foi negociada com o Grupo Paulo Pimentel, passando a denominar-se, a partir de 1972, Rádio Iguaçu, com uma programação musical e de utilidade pública.

Em 1977, como parte do boicote político sofrido pelo ex-governador Pimentel, a emissora teve a sua concessão cassada pelo governo federal. E deixou o ar, definitivamente, às 10h55h30s do dia 27 de maio de 1977. A mensagem de despedida, escrita por Euclides Cardoso, foi lida pelo locutor Nestor Batista, hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

Nos instantes finais, ouviu-se a Valsa do Adeus e Adeus, Amor, a hora certa e a voz de Nestor Batista: Som para ficar na lembrança…

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Lembranças da Guairacá

fonte: Parana-Online – 27/09/2004 às 22:46:17 – Atualizado em 17/11/2008 às 12:22:07

A Voz Nativa da Terra dos Pinheirais

Uma vez por mês, preferencialmente na última quinta-feira, um grupo de senhores de certa idade reúne-se em torno de uma mesa de restaurante em Curitiba. São professores, advogados, publicitários, médicos, empresários e ex-funcionários públicos que têm algo em comum: fizeram parte do elenco da Rádio Guairacá de Curitiba e ajudaram a escrever a história do rádio paranaense, nos áureos tempos das ondas médias, quando o rádio tinha corpo, alma e conteúdo; era feito ao vivo; locutor sabia falar e tinha voz de locutor; operador de som era um técnico e não se limitava a manusear botões; e o rádio era o grande veículo de comunicação e distração nacional. São os remanescentes da gloriosa ZYM-5, “A Voz Nativa da Terra dos Pinheirais”. Dos “sobreviventes”, costumam responder presente (pela ordem de importância): Elon Garcia, Sérgio Luiz (Picheto), Euclides Cardoso, Renato Mazânek, Ito Fabrício de Mello, Álvaro D’Tullio, Otto Weismeyer, Josué Pinheiro, Alceu Gineste, Luís Renato Ribas, Manoel Afonso, Luís Ernesto, Gilberto Fontoura e o ex-locutor que vos fala.

O encontro normalmente começa com um preito de saudade àqueles que já se foram, como Aluízio Finzetto, Ivan Curi, Wanderley Dias, Acari Juruá, Benevides Prado, Humberto Lavalle, Edumar Pires, Júlio Xavier Viana, Maria Helena, Lourival Portela Natel, Abílio Ribeiro, Colombino Grassano, Alcindo Palhares, Aníbal Coderini, Afonso Riesemberg, Colmar Rocha Braga, Gedeon de Souza, Janguito do Rosário, Nhô Belarmino e Nhá Gabriela, Martins Rebelatto, Remy Dullius, Enoli Brígida, Romualdo Ousaluk, Orlando Alberti, Werner Riecks, Medeiros Filho, Bráulio Prado, Paulo César (Etevaldo Cunha Santiago), Gilberto Cadamuro, Israel Correia, Manoel Muzillo, Caiuby Muniz, Enéas Faria, entre outros. Depois, lamenta-se a ausência dos que não puderam vir (ou não foram localizados), como Jair Brito, Ália Haddad, Ayrton Marino, Archimedes Macedo, João Féder, Túlio Vargas, Norberto Castilho, Mansur Teófilo, Zé Pequeno, Cândido Gomes Chagas, Mauro Edson, Dilson Sallas, Itané Leão, Aloar Ribeiro, Evanira dos Santos, Kit Abdala, Boleslau Sliviany, Yara Dinah, Adelson Alves, Darcy Costa, Gerson Paes, Hugo Luciano, Luiz Carlos Rosa, João Isidoro, Maria Aparecida, Denísio Belotti, Osmar Hagmeyer, Pier Nota, Pedro Boralli, Carneiro Neto, Rafael Iatauro…

A pauta da conversa é variada, com destaque para os grandes feitos da “Taba M-5” e as mancadas históricas diante do microfone. Outra obrigação à mesa é falar mal de antigos colegas, presentes ou ausentes (preferencialmente dos ausentes, porque, segundo Ariano Suassuna, falar mal de alguém na frente dele é sempre constrangedor, para as duas partes).

Prólogo

Na última reunião do grupo, o assunto inicial foi o recém- lançado livro Sintonia Fina -Histórias do Rádio, de Jamur Júnior, no qual o autor, com o propósito de contar a história do rádio paranaense, marca mais a própria presença no dito, como, aliás, já fizera com o anterior, sobre a TV.

– O Jamur tem ressentimento da Guairacá, diagnosticou um dos presentes. Ele quis trabalhar lá, nos anos de ouro, mas não conseguiu. O Curi até pensou na hipótese, mas isso só ocorreu quando a emissora já amargava fase de decadência, um pouco antes de virar Iguaçu.

Aí o diálogo pegou fogo:

– Não é bem isso. Na verdade, o Jamur foi uma figura importante na história da televisão, mas no rádio dos anos dourados teve uma presença apenas periférica.

– Ele teve algum destaque na Rádio Cultura, de Abílio Holzmann, que também ficava na Rua Barão do Rio Branco. Diz que atuou na Colombo e na Ouro Verde, mas não há lembrança disso. Na Independência, também foi só muito tempo depois.

– Sobre a Guairacá, creio, ele andou perguntando apenas ao Féder e ao Gilberto Fontoura. (Nota do redator: Gilberto não se achava presente naquela noite.) E o Gilberto era então apenas uma criança, que atuava no “Clube Mirim”, do Finzetto, e depois passou a ajudar o pessoal do esporte.

– É, mas o Jamur gosta dele. Nós também gostamos, mas ele não é a única fonte disponível.

– O valor do livro do Jamur é inegável, como também é inegável que muita gente importante na trajetória do rádio no Paraná foi esquecida, não se sabe se propositadamente ou não.

– Realmente, deixar de citar pessoas como Nilda Ferreira, Dulce Soares, Camilo Jorge Grabski, Zé Pequeno, Remy Dullius, J.J. Puppia, Eolo de Oliveira, Gedeon de Souza, Hugo Luciano, Ivo Garcia, Edmond Fatuch, Ália Hadad, Antônio Carlos Rocha, Adelson Alves, Antero da Silveira, Edson Luiz Militão, Mauro Edson, Moacyr Pereira, Luiz Renato Ribas, Luiz Augusto Xavier, Milton Müller, Mano Bastos, Olegário Mariano, Kolbert Elias, Pedro Sartorelli, Roberto Souza, Luiz Menzel, Alceu Gineste, Renê Barwinski, Luiz Rodrigues, Álvaro D’Tullio, Rogério Camargo, Victo Johnson, Victor Miroslau, Reinaldo Camargo, Sil Viany, Camargo Amorim, Sansores França, Adilson Machado, Ismael Lago, Paulo Branco, Hélios Chasko, Francisco Rocamora, Harley Santos, Jair Souza Dias, Alceu Schuab e tantos outros, é não conhecer a história do rádio do Paraná.

– Pior do que isso, nomes de importância indiscutível, com os quais ele conviveu na televisão, como Romualdo Ousaluk, Flávio Menghini, Mário Bittencourt, Fritz Bassfeld, Tônio Luna, Carlos Marassi…

– E o Renatinho Mazânek, aqui presente, que conhece como poucos a história do rádio paranaense, participou dela diretamente e foi quem levou o Jamur para a televisão, nos primeiros tempos do Canal 12?!

– Mais destaque e importância deveriam ter merecido, também, José Wanderley Dias, Aluízio Finzetto, Irene Moraes, Sérgio Luiz, Euclides Cardoso, Tônia Maria, Souza Moreno, Mário Vendramel, Azor Silva, Ivo Ferro, Belarmino e Gabriela, Hamilton Corrêa, Antenor Santos…

Aí sobrou para mim:

– E você, Célio, que, além de haver atuado como locutor e apresentador nas rádios Santa Felicidade, Guairacá, Colombo, Ouro Verde, Cruzeiro do Sul e Independência, assinou importantes colunas sobre rádio nos jornais A Tarde, O Dia e Última Hora?…

Fui obrigado a responder:

– É, mas como colunistas também deixaram de ser citados e consultados Luiz Renato Ribas, do Diário do Paraná; Marcus Aurélio de Castro, do Correio do Paraná, e Zeno Otto, da Tribuna do Paraná.

O Jamur certamente não precisou da nossa ajuda. Depois, Célio Guimarães hoje têm três: o original, aqui presente, e dois como pseudônimos, um na Rádio Globo, de São Paulo, e outro na Difusora FM, da Lapa.

Passado o momento inicial de lamento e indignação, retornou-se a rotina e voltou-se a tratar do que é mais caro para os comensais: o culto à memória da velha “Voz Nativa da Terra dos Pinheirais”.

Esta terra tem dono!

A Rádio Sociedade Guairacá Ltda., ZYM-5 – a terceira emissora de Curitiba (depois da Clube Paranaense, de 1924; e da Marumby, de 1946, embora esta tivesse os estúdios e transmissores em Campo Largo) e a quarta do Paraná (em 1940, fora inaugurada a Clube Pontagrossense) – iniciou suas atividades em 19 de outubro de 1947. A concessão fora outorgada um ano antes, em 24 de dezembro de 1946, a um grupo de empresários e políticos, liderado pelo então governador do Estado, Moyses Lupion (os demais eram João Brasílio Ribas, Murilo Lupion de Quadros, Aluízio Finzetto, Honorato Lupion Pereira e, posteriormente, Pedro Máximo Lupion).

Com transmissores no bairro do Guabirutuba e torre no Corte Branco (hoje, Atuba), os estúdios e a administração da emissora já ocupavam todo o andar superior do amplo sobrado da Rua Barão do Rio Branco n.º 167, esquina com a José Loureiro, sobre as Lojas Hermes Macedo. No topo da escadaria de acesso, no salão da recepção, tinha destaque a imagem-símbolo da “Voz Nativa da Terra dos Pinheirais”: o cacique Guairacá, com o seu bastão, que se tornara célebre no episódio em que expulsou os invasores do território paranaense com uma sonora pancada no chão e a histórica frase “Esta terra tem dono!”.

Escola de rádio

– Desde o início, a Guairacá foi uma escola! – recorda o jornalista Cândido Gomes Chagas, que iniciou ali a sua carreira, então como repórter esportivo, completando: “Mas além de radialistas, ali se formaram grandes amizades. A equipe era composta de jovens, estudantes em sua maioria, que faziam rádio por amor, sem grande preocupação com o profissionalismo”.

O fato é que, com seus 10kW de potência (uma fábula para a época), a nova emissora já nasceu grande. Com uma programação eclética e “cast” próprio – que incluía locutores, apresentadores, noticiaristas, técnicos de som, produtores, equipe de esportes, atores e atrizes, cantores, humoristas e até uma orquestra completa, regida pelo maestro Bento Mossurunga -, “A Voz Nativa da Terra dos Pinheirais” mandava ao ar, pelos 560kc, música, notícia e diversão, em programas de estúdio (eram três) e de auditório, novelas, reportagens e jornadas esportivas. Uma de suas principais estrelas era a dupla caipira Nhô Belarmino e Nhá Gabriela, que fazia a festa aos domingos em “A Feira da Alegria”:

“O boa noite das Casas Lorusso / O nosso boa noite

também / Muitas felicidades / E que o anjos digam amém”.

Outra figura marcante, na época, foi José Wanderley Dias, então um jovem estudante de direito. Ele escrevia programas, criava vocabulário e colecionava sucessos. Um deles foi a série “Os Troncos dos Pinheirais”, em 1953, em comemoração ao centenário do Paraná, com a radiofonização semanal da vida de algumas das mais representativas figuras do Estado.

“Cem anos de imortais, perenes glórias,

Guardados na mais linda das histórias,

Cem anos como iguais, ouvi, não há:

Centenário e glorioso Paraná!”.

A narração era de Aluízio Finzetto, com a participação do “Cast Correia Jr”: Edumar Pires, Ivan Curi, Acari Juruá, Júlio Xavier Viana, Maria Helena, Esli Iara, Benevides Prado, Rocha Braga, Enoli Brígida, Celso Veras, Diva Muniz e Afonso Riesemberg.

Do alto da Magirus

A liderança nas transmissões esportivas era indiscutível. Nem que, para isso, fossem necessárias algumas façanhas. Uma delas, também lembrada por Cândido Gomes Chagas, ocorreu em fevereiro de 1948 e virou notícia nacional: “A diretoria do C.A. Ferroviário (hoje, Paraná Clube), descontente com comentários de Rocha Braga, proibiu a entrada do locutor no Estádio Durival de Brito. Mas a emissora decidiu que sem o Braga não tinha transmissão. Encontrou-se a solução junto ao Corpo de Bombeiros: uma escada “Magirus” foi levantada na área externa do estádio e, do topo da mesma, a dupla Rocha Braga-João Féder cumpriu a sua tarefa. Tudo saiu perfeito e o ibope, como sempre, estourou”.

O próprio Candinho, como repórter, fez o vai-e-vem do campo e dos vestiários à improvisada cabine. Na semana seguinte, os cartolas cancelaram a punição. Na equipe esportiva, além de Rocha Braga, Féder e Candinho, atuavam Colombino Grassano, Mbá de Ferrante, Flávio Ribeiro, Wanderley Dias, Fernando e Álvaro Zgôda, Carlos Langer Neto e João Ribeiro.

Atrações M-5

Além dos programas já citados, do radioteatro e das jornadas esportivas, fizeram história no microfone de ZYM-5, entre tantos: “Clube Mirim” e “Clube Juvenil M-5”, com Aluízio Finzetto; “Caixa de Surpresas”, com Júlio Xavier Viana; “Hora da Ave Maria”, com Lourival Portella Natel; “Turbilhão de Atrações”, com Paulo César; “Grande Jornal Falado Guairacá”, com Ivan Curi e Elon Garcia; “O Mundo em que Vivemos”, de Romualdo Ousaluk; “Terra de Homens”, de Norberto Castilho; e “Aí Vem o Sucesso!”, de Euclides Cardoso, com Sérgio Luiz, depois Hugo Luciano e, finalmente, o locutor que voz escreve.

Declínio, silêncio e saudade

No final da década de 60, com o a ditadura militar e a perseguição aos políticos, entre os quais o ex-governador Lupion, a Guairacá entrou em declínio: começou a perder anunciantes e elenco, e acabou sendo transferida para Samuel Silveira, da Rádio Cruzeiro do Sul. Em 1968, foi negociada com o Grupo Paulo Pimentel, passando a denominar-se, a partir de 1972, Rádio Iguaçu, com uma programação musical e de utilidade pública.

Em 1977, como parte do boicote político sofrido pelo ex-governador Pimentel, a emissora teve a sua concessão cassada pelo governo federal. E deixou o ar, definitivamente, às 10h55h30s do dia 27 de maio de 1977. A mensagem de despedida, escrita por Euclides Cardoso, foi lida pelo locutor Nestor Batista, hoje conselheiro do Tribunal de Contas do Estado.

Nos instantes finais, ouviu-se a Valsa do Adeus e Adeus, Amor, a hora certa e a voz de Nestor Batista: Som para ficar na lembrança…

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No tempo do rádio

fonte: Coluna Celio H. Guimarães – Parana-Online – 11/10/2009

Renato Mazânek, que já nos contara a história da TV do Paraná, que ele ajudou a fazer (“Ao Vivo e sem Cores”, Edição Digital, 2004), acaba de colocar o ponto final na história do rádio paranaense, da qual foi igualmente personagem importante. “Ondas Curta e Média sem Delongas”, escrito com carinho e impressionante riqueza de informações pelo nosso Renatinho, deverá estar à disposição da distinta freguesia o mais tardar no início do próximo ano.

O autor ofereceu-me a honra de ler os originais. Fiquei emocionado. Não apenas pela oportunidade de reviver uma saudosa época, de glórias e realizações, mas pela generosidade de Renato ao incluir-me entre os personagens do precioso relato. Fui radialista, com muito orgulho e satisfação, por quase vinte anos. “Locutei” em alguns dos mais importantes prefixos da cidade nas décadas de 50/70, quase todos hoje fora do ar, como os das rádios Santa Felicidade, Guairacá, Colombo, Ouro Verde, Cruzeiro do Sul e Independência. Muita gente já se aventurou a escrever a história do rádio desta terra, mas nunca fui sequer citado. Agora, vem o velho Mazânek de tanta luta e criatividade e me inclui, já de início, entre as “vozes-padrão” do sem-fio nacional, junto de notáveis do quilate de Alcides Vasconcellos, Elon Garcia, Ivan Curi, Nicolau Nader, Camilo Jorge, Souza Miranda, Antunes Severo, Orlando José, Pedro Washington, Sérgio Luiz, Sérgio Fraga, Irene Morais, Tônia Maria, Nilda Ferreira, Heron Domingues, Luiz Jatobá e Ramos Calhelha!… Coisa de amigo, com certeza.

Mas Renato Mazânek não se limita a homenagear-me, por suposto. Realizou um trabalho de fôlego, provavelmente o mais completo já feito por estas bandas. Pretendeu registrar a sua participação pessoal na heroica jornada, mas acabou reportando o auge do rádio no Paraná. E não apenas no Paraná, mas no Brasil e no mundo, desde os primeiros sinais de comunicação, representados por movimentos de fumaça e formas sonoras.

Fez mais: reafirmou, com fatos, que o rádio, até hoje o mais importante e eficiente veículo de informação e entretenimento, foi na verdade inventado por um brasileiro, o padre gaúcho Roberto Landell de Moura, embora a glória tenha ficado com o italiano Gugliermo Marconi.

Em ondas curtas, médias e longas, Mazânek fala do telégrafo, dos primeiros radioamadores e do rádio-galena, e lembra nomes quase esquecidos, como Lívio Gomes Moreira, Jacinto Cunha, Aluízio Finzetto, José Wanderley Dias, Artur de Souza, Moacyr Amaral, Souza Moreno, Jair Brito, Romualdo Ouzaluk, Euclydes Cardoso, Paulo César, Abel Scuissiato, Humberto Lavalle, Belarmino e Gabriela, Lourival Portela Natel, Ronald Stresser, Alcindo Palhares, Hamilton Corrêa, Herrera Filho, Sech Júnior, Eugênio Felix, Hélcio José, Rolf Mário, Claudete Barone, Maurício Fruet, Moraes Fernandes, Archimedes Macedo, Machado Neto, Aloar Ribeiro, Rinoldo Cunha, Rocha Braga, Medeiros Filho, Osny Silveira, Clemente Comandulli, Martins Rebelato, Azor Silva, Cláudio Todisco e tantos outros.

E as deliciosas histórias reunidas por Renatinho? Não devo estragar o prazer da futura leitura, mas não resisto contar uma delas: o prof. Lourival Portela Natel apresentava diariamente, pela Rádio Guairacá, pontualmente às 18h00, “A Hora do Ângelus”. Era um homem muito respeitado. Naquele dia, estava na mesa de som um novo operador (cujo nome Mazânek não revela, mas eu sim: era Afonso Rizemberg). Ele fora alertado para que tomasse cuidado com o prof. Natel e obedecesse as orientações dele. Na hora do programa, colocado o prefixo e aberto o microfone, começou a oração. Sentindo o fundo musical alto demais, Natel fez um sinal com a mão para Afonso abaixá-lo. Nada.

O fundo continuou alto e assim foi até o final da Ave Maria. Intrigado, o apresentador levantou-se e deu de cara com o operador ajoelhado na cabine de som. Ele entendera que o sinal feito por Portela Natel era para que ele se ajoelhasse e rezasse junto…


Coluna – Célio H. Guimarães

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No tempo do rádio

fonte: Coluna Celio H. Guimarães – Parana-Online – 11/10/2009

Renato Mazânek, que já nos contara a história da TV do Paraná, que ele ajudou a fazer (“Ao Vivo e sem Cores”, Edição Digital, 2004), acaba de colocar o ponto final na história do rádio paranaense, da qual foi igualmente personagem importante. “Ondas Curta e Média sem Delongas”, escrito com carinho e impressionante riqueza de informações pelo nosso Renatinho, deverá estar à disposição da distinta freguesia o mais tardar no início do próximo ano.

O autor ofereceu-me a honra de ler os originais. Fiquei emocionado. Não apenas pela oportunidade de reviver uma saudosa época, de glórias e realizações, mas pela generosidade de Renato ao incluir-me entre os personagens do precioso relato. Fui radialista, com muito orgulho e satisfação, por quase vinte anos. “Locutei” em alguns dos mais importantes prefixos da cidade nas décadas de 50/70, quase todos hoje fora do ar, como os das rádios Santa Felicidade, Guairacá, Colombo, Ouro Verde, Cruzeiro do Sul e Independência. Muita gente já se aventurou a escrever a história do rádio desta terra, mas nunca fui sequer citado. Agora, vem o velho Mazânek de tanta luta e criatividade e me inclui, já de início, entre as “vozes-padrão” do sem-fio nacional, junto de notáveis do quilate de Alcides Vasconcellos, Elon Garcia, Ivan Curi, Nicolau Nader, Camilo Jorge, Souza Miranda, Antunes Severo, Orlando José, Pedro Washington, Sérgio Luiz, Sérgio Fraga, Irene Morais, Tônia Maria, Nilda Ferreira, Heron Domingues, Luiz Jatobá e Ramos Calhelha!… Coisa de amigo, com certeza.

Mas Renato Mazânek não se limita a homenagear-me, por suposto. Realizou um trabalho de fôlego, provavelmente o mais completo já feito por estas bandas. Pretendeu registrar a sua participação pessoal na heroica jornada, mas acabou reportando o auge do rádio no Paraná. E não apenas no Paraná, mas no Brasil e no mundo, desde os primeiros sinais de comunicação, representados por movimentos de fumaça e formas sonoras.

Fez mais: reafirmou, com fatos, que o rádio, até hoje o mais importante e eficiente veículo de informação e entretenimento, foi na verdade inventado por um brasileiro, o padre gaúcho Roberto Landell de Moura, embora a glória tenha ficado com o italiano Gugliermo Marconi.

Em ondas curtas, médias e longas, Mazânek fala do telégrafo, dos primeiros radioamadores e do rádio-galena, e lembra nomes quase esquecidos, como Lívio Gomes Moreira, Jacinto Cunha, Aluízio Finzetto, José Wanderley Dias, Artur de Souza, Moacyr Amaral, Souza Moreno, Jair Brito, Romualdo Ouzaluk, Euclydes Cardoso, Paulo César, Abel Scuissiato, Humberto Lavalle, Belarmino e Gabriela, Lourival Portela Natel, Ronald Stresser, Alcindo Palhares, Hamilton Corrêa, Herrera Filho, Sech Júnior, Eugênio Felix, Hélcio José, Rolf Mário, Claudete Barone, Maurício Fruet, Moraes Fernandes, Archimedes Macedo, Machado Neto, Aloar Ribeiro, Rinoldo Cunha, Rocha Braga, Medeiros Filho, Osny Silveira, Clemente Comandulli, Martins Rebelato, Azor Silva, Cláudio Todisco e tantos outros.

E as deliciosas histórias reunidas por Renatinho? Não devo estragar o prazer da futura leitura, mas não resisto contar uma delas: o prof. Lourival Portela Natel apresentava diariamente, pela Rádio Guairacá, pontualmente às 18h00, “A Hora do Ângelus”. Era um homem muito respeitado. Naquele dia, estava na mesa de som um novo operador (cujo nome Mazânek não revela, mas eu sim: era Afonso Rizemberg). Ele fora alertado para que tomasse cuidado com o prof. Natel e obedecesse as orientações dele. Na hora do programa, colocado o prefixo e aberto o microfone, começou a oração. Sentindo o fundo musical alto demais, Natel fez um sinal com a mão para Afonso abaixá-lo. Nada.

O fundo continuou alto e assim foi até o final da Ave Maria. Intrigado, o apresentador levantou-se e deu de cara com o operador ajoelhado na cabine de som. Ele entendera que o sinal feito por Portela Natel era para que ele se ajoelhasse e rezasse junto…

Coluna – Célio H. Guimarães

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Danilo Johann, os jingles, as músicas, a banda

Danilo Johann já gravou discos, jingles, e voltou com a sua banda “Aquarius Band”. O violonista e compositor Danilo Johann, que marcou época na noite de Porto Alegre, há alguns anos, cantando em várias casas noturnas, algumas vezes ao lado de Lourdes Rodrigues, está estabelecido em Curitiba, já há mais de 25 anos.

Trago hoje várias matérias, sendo uma com o colunista Luiz Antonio sobre a “Aquarius Band”, outra com repórter Filipi Oliveira, também sobre a banda. E finalmente, uma entrevista com José Willi, onde o Danilo fala sobre a sua diversidade como artista. Fala sobre seus maiores sucessos em jingles, sua Banda, e sobre várias imitações que faz, como Jerry Adriani, Martinha, Tim Maia e outros. Inicia matéria com jingle da “Pneumar”, depois transformado em faixa musical, que em 1989 foi classificado no festival da SHELL.

Na primeira parte, trouxe pra vocês uma excelente matéria do Luiz Antonio, colunista do Parana-Online (foto: Luiz Antonio sendo homenageado como padrinho do Aquarius Band). Leia a matéria:

– “Uma comemoração em grande estilo, a festa de 40 anos de existência do “Aquarius Band“, realizada no Restaurante TOSCANA, fone 3273-6160, em Santa Felicidade, na qual fui homenageado e escolhido para ser o padrinho desta excelente banda. Quem não conhece o “Aquarius Band”, de Danilo, Dino, Kátia e Milton e que conta com o apoio de Selpa, Matoso e Lando? Músicos capazes de transformar uma só noite numa coleção de memórias inesquecíveis qualificados como “épicos” dos anos 70, 80’s e o Elvis Review. A big festa “Saudade não tem idade”, sob a direção de Danilo Johann, de incontestável talento, grande musicalidade que exalta sua capacidade de liderança e o conhecimento de repertório. Além do show do “Aquarius” a festa teve uma aula do grupo “The Black Power 70’s” que fez todo mundo viajar no tempo e reviver a década de 70 na sua maneira mais irreverente e alegre, através da dança. Eles realizaram performances de dança com músicas que marcaram a discoteca no final da década de 70 e tem como objetivo principal, fazer todo mundo dançar. O repertório englobou clássicos como, I Will Survive (Gloria Gaynor), Staying Alive (Bee Gees), It’s Raining Man (Weather Girls), Celebration (Kool and the Gang), YMCA (Village People ), entre outros. Uma festa de grande repercussão e lotação total!
fonte: www.parana-online.com.brO “Aquarius Band” festejou 40 anos de carreira artística com uma megafesta no Restaurante Toscana, em Santa Felicidade, nas lentes de Jorge Farias.

Agora, na segunda parte e ainda sobre os 40 anos da banda, a matéria com repórter da CBN, Filipi Oliveira (fonte: www.cbncuritiba.com.br – 29.09.2008) com Danilo Johann. Clique e ouça:
http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=8876944-4c9

Finalmente, a entrevista que o José Willi fez com o Danilo, que falou muitos sobres seus jingles famosos. Lembramos que neste mês apresentamos vários jingles do Lula Vieira, de Natal e Ano Novo, e gostaríamos que apreciassem também um pouco do que é feito por aqui, na nossa terra. O Danilo, gaúcho como eu, também radicado no Paraná a muitos anos, tem Curitiba como sua casa. É nossa gente, é gente que faz. Vamos a entrevista, que apesar de ter sido feita em março de 2007, ainda está muito atual. Basta clicar e ouvir – Danilo Johann:Entrevista na CBN com José Willi:
http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=8876943-bd7

Danilo Johann, os jingles, as músicas, a banda

Danilo Johann já gravou discos, jingles, e voltou com a sua banda “Aquarius Band”. O violonista e compositor Danilo Johann, que marcou época na noite de Porto Alegre, há alguns anos, cantando em várias casas noturnas, algumas vezes ao lado de Lourdes Rodrigues, está estabelecido em Curitiba, já há mais de 25 anos.

Trago hoje várias matérias, sendo uma com o colunista Luiz Antonio sobre a “Aquarius Band”, outra com repórter Filipi Oliveira, também sobre a banda. E finalmente, uma entrevista com José Willi, onde o Danilo fala sobre a sua diversidade como artista. Fala sobre seus maiores sucessos em jingles, sua Banda, e sobre várias imitações que faz, como Jerry Adriani, Martinha, Tim Maia e outros. Inicia matéria com jingle da “Pneumar”, depois transformado em faixa musical, que em 1989 foi classificado no festival da SHELL.

Na primeira parte, trouxe pra vocês uma excelente matéria do Luiz Antonio, colunista do Parana-Online (foto: Luiz Antonio sendo homenageado como padrinho do Aquarius Band). Leia a matéria:

– “Uma comemoração em grande estilo, a festa de 40 anos de existência do “Aquarius Band“, realizada no Restaurante TOSCANA, fone 3273-6160, em Santa Felicidade, na qual fui homenageado e escolhido para ser o padrinho desta excelente banda. Quem não conhece o “Aquarius Band”, de Danilo, Dino, Kátia e Milton e que conta com o apoio de Selpa, Matoso e Lando? Músicos capazes de transformar uma só noite numa coleção de memórias inesquecíveis qualificados como “épicos” dos anos 70, 80’s e o Elvis Review. A big festa “Saudade não tem idade”, sob a direção de Danilo Johann, de incontestável talento, grande musicalidade que exalta sua capacidade de liderança e o conhecimento de repertório. Além do show do “Aquarius” a festa teve uma aula do grupo “The Black Power 70’s” que fez todo mundo viajar no tempo e reviver a década de 70 na sua maneira mais irreverente e alegre, através da dança. Eles realizaram performances de dança com músicas que marcaram a discoteca no final da década de 70 e tem como objetivo principal, fazer todo mundo dançar. O repertório englobou clássicos como, I Will Survive (Gloria Gaynor), Staying Alive (Bee Gees), It’s Raining Man (Weather Girls), Celebration (Kool and the Gang), YMCA (Village People ), entre outros. Uma festa de grande repercussão e lotação total!
fonte: www.parana-online.com.brO “Aquarius Band” festejou 40 anos de carreira artística com uma megafesta no Restaurante Toscana, em Santa Felicidade, nas lentes de Jorge Farias.

Agora, na segunda parte e ainda sobre os 40 anos da banda, a matéria com repórter da CBN, Filipi Oliveira (fonte: www.cbncuritiba.com.br – 29.09.2008) com Danilo Johann. Clique e ouça:

Finalmente, a entrevista que o José Willi fez com o Danilo, que falou muitos sobres seus jingles famosos. Lembramos que neste mês apresentamos vários jingles do Lula Vieira, de Natal e Ano Novo, e gostaríamos que apreciassem também um pouco do que é feito por aqui, na nossa terra. O Danilo, gaúcho como eu, também radicado no Paraná a muitos anos, tem Curitiba como sua casa. É nossa gente, é gente que faz. Vamos a entrevista, que apesar de ter sido feita em março de 2007, ainda está muito atual. Basta clicar na faixa nº 11 – Danilo Johann:Entrevista na CBN com José Willi:

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Danilo Johann, os jingles, as músicas, a banda

Danilo Johann já gravou discos, jingles, e voltou com a sua banda “Aquarius Band”. O violonista e compositor Danilo Johann, que marcou época na noite de Porto Alegre, há alguns anos, cantando em várias casas noturnas, algumas vezes ao lado de Lourdes Rodrigues, está estabelecido em Curitiba, já há mais de 25 anos.

Trago hoje várias matérias, sendo uma com o colunista Luiz Antonio sobre a “Aquarius Band”, outra com repórter Filipi Oliveira, também sobre a banda. E finalmente, uma entrevista com José Willi, onde o Danilo fala sobre a sua diversidade como artista. Fala sobre seus maiores sucessos em jingles, sua Banda, e sobre várias imitações que faz, como Jerry Adriani, Martinha, Tim Maia e outros. Inicia matéria com jingle da “Pneumar”, depois transformado em faixa musical, que em 1989 foi classificado no festival da SHELL.

Na primeira parte, trouxe pra vocês uma excelente matéria do Luiz Antonio, colunista do Parana-Online (foto: Luiz Antonio sendo homenageado como padrinho do Aquarius Band). Leia a matéria:

– “Uma comemoração em grande estilo, a festa de 40 anos de existência do “Aquarius Band“, realizada no Restaurante TOSCANA, fone 3273-6160, em Santa Felicidade, na qual fui homenageado e escolhido para ser o padrinho desta excelente banda. Quem não conhece o “Aquarius Band”, de Danilo, Dino, Kátia e Milton e que conta com o apoio de Selpa, Matoso e Lando? Músicos capazes de transformar uma só noite numa coleção de memórias inesquecíveis qualificados como “épicos” dos anos 70, 80’s e o Elvis Review. A big festa “Saudade não tem idade”, sob a direção de Danilo Johann, de incontestável talento, grande musicalidade que exalta sua capacidade de liderança e o conhecimento de repertório. Além do show do “Aquarius” a festa teve uma aula do grupo “The Black Power 70’s” que fez todo mundo viajar no tempo e reviver a década de 70 na sua maneira mais irreverente e alegre, através da dança. Eles realizaram performances de dança com músicas que marcaram a discoteca no final da década de 70 e tem como objetivo principal, fazer todo mundo dançar. O repertório englobou clássicos como, I Will Survive (Gloria Gaynor), Staying Alive (Bee Gees), It’s Raining Man (Weather Girls), Celebration (Kool and the Gang), YMCA (Village People ), entre outros. Uma festa de grande repercussão e lotação total!
fonte: www.parana-online.com.brO “Aquarius Band” festejou 40 anos de carreira artística com uma megafesta no Restaurante Toscana, em Santa Felicidade, nas lentes de Jorge Farias.

Agora, na segunda parte e ainda sobre os 40 anos da banda, a matéria com repórter da CBN, Filipi Oliveira (fonte: www.cbncuritiba.com.br – 29.09.2008) com Danilo Johann. Clique e ouça:
http://www.divshare.com/flash/playlist?myId=8876944-4c9

Finalmente, a entrevista que o José Willi fez com o Danilo, que falou muitos sobres seus jingles famosos. Lembramos que neste mês apresentamos vários jingles do Lula Vieira, de Natal e Ano Novo, e gostaríamos que apreciassem também um pouco do que é feito por aqui, na nossa terra. O Danilo, gaúcho como eu, também radicado no Paraná a muitos anos, tem Curitiba como sua casa. É nossa gente, é gente que faz. Vamos a entrevista, que apesar de ter sido feita em março de 2007, ainda está muito atual. Basta clicar e ouvir – Danilo Johann:Entrevista na CBN com José Willi:
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