Archive for the ‘História do Rádio’ Category

Primeiro de Maio

(publicado originalmente em 01/mai/2008 – 1 e maio )

Grandes alegrias tive nos meus 1º de Maio. Lembranças de meus tempos de guri, quando ouvia aquela voz não muito forte, pausada e quase carinhosa dizendo:

– “TRABALHADORES DO BRASIL“.

Era a voz de Getúlio Vargas.

Outra lembrança muito querida foi o 1º de Maio de 1968, quando iniciei um programa na Rádio Guairacá, sob a nova direção do “Grupo Paulo Pimentel“, e que estava instalada juntamente com os jornais “Tribuna do Paraná” e o “Estado do Paraná”.

Ficava na rua Barão do Rio Branco, bem próximo da Câmara de Vereadores e o diretor era Euclides Cardoso.

Neste 1º de maio de 2008, leio com satisfação os primeiros 12 capítulos de a “História do Rádio” (1) escritos por Ubiratan Lustosa. Que fôlego meu amigo. Quantos nomes, quantas datas relembradas. Foi um grande presente nesta data tão importante.

Está tudo no site www.ulustosa.com . Agora entendo o porque da grande importância que tem e terá sempre a nossa PRB-2 para o Rádio, não só do Paraná, mas do Brasil.

Finalmente, quero enviar através deste modesto trabalho, que propus contar a minha historia dentro deste universo, tão cheio de grandes realizações e conquistas que é o radio paranaense, meus cumprimentos a todos os que fizeram com seu trabalho e sua tenacidade, a História do Rádio.

Muitos conheci no nosso maravilhoso meio radiofônico, outros trabalhei junto, em épocas remotas e mais recentes, sempre com muita amizade.

Por isso devo dizer em “alto e bom som“: – TRABALHADORES DO RÁDIO DO PARANÁ, PARABÉNS, e acreditem, o trabalho de vocês não foi em vão.”

Abraços mil.

(1) Fonte: http://www.ulustosa.com/HistoriaRadioPage.htm

Uma História Política do Rádio – a Aventura Eleitoral de Radialistas no Século XX em Londrina (PR)

Como publicamos recentemente no nosso blog a história do Rádio Gaúco na época da ditadura, agradecemos mais uma colaboração que nos foi enviada por leitores do blog, e estaremos apresentando a partir de agora, um trabalho apresentado no “V Congresso Nacional de História da Mídia”, em São Pauloo, em 2007. O trabalho apresentado em um grupo de trabalho, é de autoria do Osmani Ferreira da Costa, professor de Comunicação/Jornalismo da Universidade Estadual de Londrina (UEL).(1)

Resumo do Trabalho

Contextualiza e reflete sobre a relação da mídia com a política no Brasil e em Londrina, no último século. Demonstra que os meios de comunicação de massa possibilitam a apresentação dos candidatos em campanhas como produtos de consumo.

Analisa a trajetória histórica do rádio brasileiro enquanto instrumento de produção, reprodução e manutenção da ideologia capitalista. Estuda a estrutura partidária, as formas de representação, as discriminações ao eleitor e as eleições no país e na cidade.

Investiga como a força do rádio ajudou 15 de seus profissionais a criar um capital eleitoral e a obter sucesso em pleitos municipais, de 1968 a 2000. Demonstra, no entanto, que nem o mais popular dos MCM foi capaz de garantir sucesso a outros 17 radialistas que desempenharam o papel de político outsider naquele período. (continua)

(1) O autor é professor assistente do Departamento de Comunicação, curso de Jornalismo, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), no Paraná. Bacharel em Comunicação/Jornalismo e Mestre em Ciências Sociais, ele é docente da UEL há 20 anos, onde participa de projetos de pesquisa e ministra aulas nas subáreas de jornalismo impresso e radiojornalismo. Com base em dissertação de mestrado, Costa publicou o livro “Rádio e Política´´, pela Eduel, em 2005.

Rádio Cultura de Maringá

Historia Antiga

Em 1950, o Sr. Samuel Silveira, radialista profissional, tendo exercido caros de gerência em varias emissoras, enfrentou a situação e comprou equipamentos STP e um conjunto gerador.

E em 15 de junho de 1951 a RÁDIO CULTURA DE MARINGÁ emitiu seus primeiros sons, levantando o nome de Maringá para uma região fértil e emergente, que prometia grande progresso e um desenvolvimento até então desconhecido neste grande Brasil, Samuel Silveira acreditou que aqui nasceria uma cidade impar mas que até aquela data, era apenas uma promessa ou talvez um sonho.

Como se pode observar, a Cultura nasceu praticamente antes de Maringá como município.

Na época da inauguração ainda era distrito de Mandaguari, não tendo as mínimas condições para uma estação de rádio. Sem energia elétrica, sem telefone, sem estradas, sem infra-estrutura e muita mata, este era o quadro que se apresentava aos valentes e destemidos pioneiros e desbravadores.

Como não existiam transistores, os rádios eram valvulados, encarecia muito e não era qualquer pessoa que podia se dar ao luxo de ter um. Eram necessárias duzentas e oitenta pilhas pequenas para obter a potência de uma pilha grande. Os acumuladores de automóveis também eram usados como bateria de radio. Ouvia-se o volume baixo para economizar pilha. Foi pela falta de energia elétrica na cidade e pela falta de aparelhos que a Cultura instalou auto-falantes ao longo da Avenida Brasil , a cada dois postes, desde a praça José Bonifácio até a praça Rocha Pombo. A rádio funcionava com geradores movidos a oleio e o som era levado até 80Km. Começou a funcionar numa casinha de madeira que media 6 x 6 onde ficavam o estúdio, a discoteca, o escritório,o motor…na Av. Herval,onde se encontravace, ate bem pouco tempo, os escritórios da COPEL. Ali OS discos 78 rotações, os pickups e os equipamentos da época, permitiam a irradiação de um sinal que hoje seriam considerados de baixa qualidade. Mas todas as dificuldades eram estímulo para que Samuel Silveira e os radialistas da época, levassem ao ar uma programação “ao vivo”, pois não existia gravador, até que a Rádio Cultura instalasse um de “arame” ou de “fio”.

O Sr. Francisco Dias Rocamora, foi o técnico responsável pela montagem e manutenção da emissora. Exercia também as funções de locutor de estúdio e locutor esportivo e foi ele quem colocou as primeiras palavras no ar: “Senhores, Senhora, esta é a ZYS-23, Radio Cultura de Maringá, em 1.520 kHz, inaugurando suas atividades”.

A antena da rádio funcionou muitos anos numa área que hoje pertence á Universidade Estadual de Maringá, constituindo a “Casa da Música”. Hoje, a torre esta maguinificamente instalada numa área própria de 8,500m2, na Perimetral Sul.

Em 1953, a Empresa construiu um prédio próprio, que na época era a admiração da cidade;um auditório com 300 poltronas, enorme discoteca e todos seus departamentos,Tornando-se palco de inúmeras reuniões religiosas, políticas, culturais e artísticas…Foi inaugurado no dia 10 de maio de 1954.

A Rádio Cultura comandou a Rede Paranaense de Rádio, num total de quatorze emissoras, localizadas nas principais cidades do Estado do Paraná.

OS PRIMEIROS RADIALISTAS

Não havia radialistas no norte do Paraná. A solução foi transmitir aos “aprendizes” as experiências que Samuel trazia, pois já trabalhava em emissoras de rádio na cidade de Franca – SP, e Salvador – Bahia. Assim iniciaram como locutores o Aloysio Raphael Barros, Dirce Fernandes de Souza, Thomaz Aquino Negreiros, Dirce Righetti, Joaquim Dutra, Olindor Camargo, Orlando João Zenaro Manin, Moacir Savelli, Paulo Lima, Roberto de Mello Meira, José Alfredo Silva Filho, Sergio Andreucetti, José Ambrosio Netto, Jayme Vieira Lopes, Frank Silva, José Pinto Oliveira, Everaldo Rodrigues, Antonio Lazaro do Amaral, Jairo de Oliviera Tomaz, Ivens Lagoano Pacheco, Abel Decreva, seguidos de muitos outros grandes locutores.
Os primeiros operadores de som: Jozé Augusto de Negreiro, Ilda Ramos, Olinda Oliveira, Maria Helena Sabelli, Loreto Agnaldo Bochoski, Nelson Bartolo, Bruno Piovezam, Adilson Andreatta, Aristeu Ferreira Miguel, Anaídes Batista Nogueira.

Hoje

Os escritórios e estúdios da rádio Cultura AM localizam-se hoje no pavimento interno da mesma sede de O DIÁRIO DO NORTE DO PARANÁ, Av. Mauá, 1988, Modernas instalações foram construídas proporcionando um ambiente ágil e agradável para os clientes, amigos e funcionários.

Para comemorar seus 57 anos de fundação e trabalhos sem interrupção, a Rádio Cultura continua acompanhado as evoluções tecnológicas e investimentos no homem e equipamentos. O sistema da rádio AM são informatizados, agilizando a programação e satisfazendo as expectativas do público cada vez mais exigente, pois sempre foi preocupação da Diretoria continuar a ser a melhor Rádio de Maringá e Região. A Cultura sempre foi constantemente em melhorar e crescer, por isso mesmo ela tem obtido sucesso através de tantos anos. Seus diretores são pessoas que se dedicam ao rádio como finalidade principal… e não como trampolim ou escada para outros interesses. A Cultura tem uma folha de serviços prestados e, por isso, a rádio é respeitada em todos os sentidos, seja na demonstração de confiança da comunidade, na administração, na coragem de investir, dando um exemplo para a sociedade em geral, que cria o otimismo e que se constitui um sustentáculo benéfico para toda a sociedade e todos os campos.

A antiga Diretoria de 1950 a 2002(maio) foi exercida por Samuel Silveira, Joaquim Dutra, Carlos Piovezan Filho e Reginaldo Nunes Ferreira.

Atualmente, de 2002(maio) ate hoje, a direção é exercida por Patrícia Rodrigues Vieira da Silva, Josué Tadashi Endo, Michael Vieira Da Silva e Franklin Silva.

TV PARANAENSE, por Wasyl Stuparik

Paulo Branco, lendo e relendo vários escritos sobre a história da televisão no Paraná, de diversos autores, encontro alguns erros graves.


Renato Mazaneck nos fala do início da televisão com o canal 7. Não foi, foi o canal 5 em caráter experiemental, no edifício Mariza, nº 93, da Rua Senador Alencar Guimarãoes, entre Emiliano Perneta e Praça Osório. O estúdio e técnica, ficavam juntos, no primeiro andar e, quando foi inaugurado, o som era transmitido pela Rádio Curitibana – também do Nagibe Chede – que ficava no 5º andar, do mesmo edifício.

No quinto andar tínhamos, de um lado a Rádio Emissora Paranaense e do outro, a Rádio Curitibana. O técnico das Rádios, Oto Lening, lançou pela janela 5 (cinco) cabos childados – cabos de microfone – sendo 4 cabos para microfones e 1 cabo para o áudio do projetor. Aí, eu tive que pular a janela do primeiro andar, na marquise do edifício, para correr os cabos pela marquise e subir poucos metros, até a janela do primeiro andar.

Também o primeiro operador de som da Rádio Curitibana, que operou o áudio na noite da inauguração, foi Alcemino França Junior – Al França – . Na sala de operação de audio da rádio existiam 2 mesas de som. Uma que operava normalmente e outra que ficava de reserva para emergências. Refinamentos de um técnico zeloso, como o Oto. Do lado esquerdo da mesa de som, foi colocado um televisor por onde o Al França, acompanhava o desenvolvimento do programa que acontecia no primeiro andar. A imagem era transmitida pelo canal 5 e o som pela Rádio Curitibana.

Quem operou a primeira câmera de vídeo foi o Zomboni, técnico auxiliar do Oto nas emissoras de rádio e o projetor de cinema, o também operador de som da Emissora Paranaense, Enio Rosa, que mais tarde tornou-se o primeiro operador de tele-cine do canal 12.

Também esqueceram que eu, na época com 12 anos de idade, foi quem instalou a primeira antena de recepção de televisão, acima do estúdio de ondas curtas da rádio e estúdio utilizado por Oto Lening para gravação de acetatos. Não por conhecimentos técnicos, mas por pura necessidade.

O Oto Lening, técnico que instalou os primeiros equipamentos de vídeo trazidos por Nagibe Chede, devia pesar uns 160 quilos. Muito gordo não podia subir no telhado do prédio, então recorreu a mim, para que fizesse o furo, chumbasse o cano, apertasse a antena – espinho de peixe de 12 elementos – e ligasse os fios. Todos sabem hoje, que é uma operação bastante simples. Qualquer pessoa instala uma antena de recepção de televisão. Mas, na época, era novidade. Assim, como aprendiz de operador de som, passei para a história por ter instalado a primeira antena de televisão de recepção, no Paraná.

Outros nomes que foram esquecidos, como Lalo, irmão do Lápis, que ao piano acompanhava os calouros no programa apresentado por Moraes Fernandes, famoso na época por seu programa na Rádio Emissora Paranaense “Rádio Baile Z9”. Seu “bordão” mais famoso: “Quem dança, dança. Quem não dança, segura a criança”, animava as noites de sábado do curitibano, até as quatro da madrugada.

Os dois grandes nomes, que pela primeira vez apareceram na tela do canal 5, foram Elon Garcia e Tonia Maria, irmã do Juca, operador da Emissora Paranaense e que, com Elon, faziam grande sucesso na programação vespertina do rádio.

Outros grandes profissionais complementavam a programação. Alcides Vasoncelos e Fritz Basfeld, no jornalismo. Maurício Fruet, no esporte. O primeiro teleteatro, já como canal 12, no edifício Tijucas, foi o seriado “Em Cada Vida Uma Canção”, escrito por Ulderico Amêndola e dirigido por Witemberg, aos domingos, na hora do almoço. Um grande sucesso.

Outro grande nome, que recordo com muito carinho é o de Zeno José Otto, que desenhava os GT’s institucionais da televisão e os comerciais. Quando eu não tinha nada o que fazer, pela manhã, ia até a sala do Zeno, no final do corredor do andar térreo do Edifício Mariza, e para não encher a paciência, o Zeno mandava que eu preenchesse as letras dos desenhos com tinta “guache”. Eu ficava muito feliz, pois me sentia participante do processo produtivo da televisão.

Mas a história é muito longa e não tenho nenhuma pretensão de escrever um livro. Relato os fatos como os ví, olhos curiosos de menino, interessado em exercer a função de operador de som da rádio, que era a minha grande aspiração. Como eu morava no primeiro andar do edifício Mariza, e aprendia com os operadores das emissoras do doutor Nagibe Chede, vivia alí 24 horas por dia. Muito vi e aprendi com aqueles grandes profissionais de rádio e da televisão do Paraná.

Um abraço, Wasyl Stuparyk, depois Lincoln Junior, batizado por Wilson Brustolim na Rádio Emissora Paranaense e mais tarde, Basílio Junior, por Luiz Frederico, na Rádio Guairacá. Era muito comum usar-se pseudônimos no Rádio.

História do Rádio

1844 – Samuel Morse envia a primeira mensagem à distância através do telégrafo.

1863 – o físico escocês James Clerk Maxwell elabora a teoria de que as ondas eletromagnéticas se propagam no espaço independentemente de um condutor sólido.

1865 – institui-se a União Telegráfica Internacional no dia 17 de maio, data que ficou conhecida como Dia Mundial das Telecomunicações.

1875 – Grahan Bell inventa o transdutor magnético, o microfone.

1877 – Thomas Edison registra sons em cilindros.

1887 – o físico alemão Heinrich Rudolf Hertz constrói um circuito elétrico que comprova a existência das ondas eletromagnéticas, batizadas de ondas hertzianas.

1890 – o padre-cientista brasileiro Roberto Landell de Moura, nascido no Rio Grande do Sul, obtém do governo brasileiro a carta-patente nº 3279, que lhe reconhece os méritos de pioneirismo científico universal na área das telecomunicações

1893 – Padre Landell faz a primeira transmissão de palavra falada, sem fios, através de ondas eletromagnéticas e expõe, em São Paulo, o Teleauxiofono (telefonia com fio), o Caleofono (telefonia com fio), o Anematófono (telefonia sem fio), o Teletiton (telegrafia fonética, sem fio, com o qual duas pessoas podem comunicar-se sem serem ouvidas por outras) e o Edífono (destinado a depurar as vibrações da voz fonografada, reproduzindo-a ao natural).

1894 – nos EUA, Padre Landell é reconhecido como precursor das transmissões de vozes e ruídos e recebe três cartas-patentes do The Patent Office at Washington: para o telégrafo sem fio, para o telefone sem fio e para o transmissor de ondas sonoras.

1896 – o cientista italiano Guglielmo Marconi realiza uma transmissão de rádio entre dois navios de guerra italianos distantes 13 km um do outro e obtém, em Londres, a patente do invento.

1897 – Oliver Lodge inventa o circuito elétrico sintonizado, que veio possibilitar a mudança de sintonia, com a escolha da freqüência desejada.

1900 – surge a primeira estação de transmissão comercial da Alemanha.

1905 – começam a surgir as grandes empresas de material radioelétrico: Companhia Marconi, no Reino Unido, Telefunken, na Alemanha, e a Sociedade Francesa de Radioeletricidade, na França.

1906 – o norte-americano Lee de Forest cria a válvula de três pólos (tríodo), que permite a utilização das ondas eletromagnéticas para propagar informações sonoras. No Natal, Forest e o canadense Reginald Audrey Fesseden realizam a primeira transmissão radiofônica do mundo. Usando um microfone construído por eles mesmos, conseguem transmitir suas vozes e o som de um disco de fonógrafo.

1916 – Forest coloca no ar em Nova York o primeiro programa de rádio de que sem tem notícia, com conferências, música de câmara, gravações e o primeiro registro de radiojornalismo em forma de boletins da eleição presidencial vencida por Woodrow Wilson.

1919 – no final da Primeira Guerra Mundial, a empresa Westinghouse faz nascer, meio por acaso, o modelo de radiodifusão como nós conhecemos hoje em dia. Ela fabricava rádios para as tropas americanas e, com o fim do conflito, ficou com uma grande quantidade de aparelhos. Para evitar prejuízo, a solução foi instalar uma grande antena no pátio da fábrica e transmitir música para os habitantes do bairro. Os aparelhos de rádio que sobraram da guerra foram todos vendidos.

1920 – o microfone surge através da ampliação dos recursos do bocal do telefone, conseguida pelos técnicos da Westinghouse, e tem início a “Era do Rádio”, com a popularização das transmissões. A rádio KDKA, instalada numa garagem em Pitsburg, nos EUA, é a primeira estação de que se tem registro.

1920 – surgem, na França, os primeiros rádios a pilha e os fones de ouvido.

1921 – surge o emissor da Torre Eiffel, em Paris, e acontece a primeira transmissão ao vivo de um evento esportivo: uma luta de boxe acompanhada por 330 mil ouvintes.

1922 – a primeira transmissão radiofônica oficial no Brasil foi o discurso do Presidente da República Epitácio Pessoa, no Rio de Janeiro, durante as comemorações do centenário da Independência. O discurso aconteceu numa exposição na Praia Vermelha e o transmissor foi instalado no alto do Corcovado pela companhia americana Westinghouse. Foram importados para o evento 80 receptores de rádio.

1924 – a Rádio Clube Paranaense faz a sua primeira transmissão em 27 de junho de
1924, em Curitiba. Internacionalmente reconhecida como PRB-2, é a terceira emissora de rádio do país e a primeira do Paraná .

1923 – Edgard Roquete Pinto e Henry Morize fundam em 20 de abril a primeira estação de rádio do Brasil: a Rádio Sociedade do Rio de Janeiro, que contava com clubes de ouvintes, que se associavam e contribuíam com mensalidades para a manutenção da emissora. Roquete Pinto ficou conhecido como o “pai do rádio brasileiro”.

1923 – a emissora americana KDKA transmite para Londres o primeiro programa em ondas curtas a atravessar o oceano.

1932 – o governo de Getúlio Vargas autoriza a publicidade no rádio e Ademar Case, avô da atriz Regina Case, cria o primeiro jingle da rádio brasileiro: “Oh padeiro desta rua / tenha sempre na lembrança / não me traga outro pão / que não seja o pão Bragança.”

1933 – o americano Edwin Armstrong patenteia a freqüência modulada (FM), que permite a recepção em alta fidelidade, sem ruído de estática mas de pequeno alcance.

1935 – a Sociedade Alemã AEG faz uma demonstração do magnetofone, um aparelho que registra o som em fita magnética.

1936 – fundada a Rádio Nacional do rio de Janeiro,que foi a primeira em audiência por mais de 20 anos.

1938 – a transmissão da novela A Guerra dos Mundos, de H. G. Welles, levada ao ar nos pela Rádio CBS, na voz de Orson Welles, causa pânico na costa leste dos EUA ao anunciar a invasão da Terra por seres extraterrestres. Essa é considerada a mais famosa de todas as transmissões radiofônicas e foi ouvida por 9 milhões de pessoas. A confusão foi tanta que obrigou a emissora a interromper a transmissão.

1938 – acontece a primeira transmissão esportiva em rede nacional, da Copa da França, por Leonardo Gagliano Neto, da Rádio Clube do Brasil, do Rio de Janeiro.

1941 – 12 de julho tem início a primeira rádio-novela brasileira, pela Nacional do Rio de Janeiro: “Em Busca da Felicidade” ficou no ar por três anos. Na mesma época, vão ao ar “O Grande Jornal Falado Tupi”, em São Paulo, e “O Repórter Esso”, pela Rádio Record, e o programa Cassino do Chacrinha, pela Difusora Fluminense.

1942 – a General Eletric começa a produzir nos EUA os primeiros aparelhos de freqüência modulada (FM).

1946 – surgem os gravadores de fita magnética que vão dar maior agilidade ao rádio.

1947 – os engenheiros eletrônicos norte-americanos John Bardeen, Waler Houser Brattain e Willian Schockley registram a patente do transistor, que substitui as válvulas e possibilita a fabricação dos aparelhos portáteis de rádio e televisão. Os três inventores ganham o prêmio Nobel de Física em 1956.

1949 – em 1°. de abril, o locutor esportivo Geraldo José de Almeida, da Rádio Record, irradia um jogo inteiro do time do São Paulo, que excursionava pela Europa. Resultado: derrota do time paulista por sete a zero. No dia seguinte, a rádio anunciava que tudo não tinha passado de uma brincadeira do dia da mentira.

1953 – a cantora Emilinha Broba, que começou a carreira na Rádio Cruzeiro do Sul, é consagrada a “Rainha do Rádio”, na Rádio Nacional.

1954 – chega o Regency TR1, primeiro rádio transistorizado do mundo, lançado nos EUA.

1958 – a transmissão via satélite é inaugurada com o Score I, primeiro satélite artificial de telecomunicações; as transmissões comerciais iniciam-se sete anos depois, com o lançamento do Intelsat I. No mesmo ano, é levada ao ar a emissora Merkur, a primeira rádio pirata do mundo.

1962 – criada a Associação Brasileira de Rádio e Televisão (ABERT).

1965 – o Brasil passa a integrar o sistema Intelsat.

1967 – criado em 25 de fevereiro o Ministério das Comunicações.

1985 – a empresa japonesa Sony desenvolve um rádio do tamanho de um cartão de crédito.

1987 – nasce o sistema DAB (Digial Áudio Broadcasting) para a transmissão via satélite de áudio e dados para receptores domésticos, portáteis e móveis. A técnica DAB permite introduzir muitos canais num mesmo espectro de onda. Muito utilizado na Europa, Estados Unidos e Japão. A qualidade do som na tecnologia DAB fica próxima à de um CD.

1990 – nesta década, a internet se populariza em todo o mundo e as emissões radiofônicas via rede mundial de computadores se multiplicam.

2000 – a União Internacional de Telecomunicações fixa os padrões mundiais para a radiodifusão digital. Um consórcio de emissoras radiofônicas e de empresas eletrônicas – Digital Radio Mondiale -realiza testes de transmissão digital em AM, ondas curtas e longas.

2002 – aprovada, no Congresso, a emenda constitucional que permite que empresas de comunicação sejam de propriedade de pessoas jurídicas e permite também a entrada de capital estrangeira no setor

2003 – emissoras internacionais de onda curta começam a transmitir em tecnologia digital. Tudo leva a crer que os padrões digitais se tornem populares nos próximos anos e sejam adotados em todo o mundo. Além dos ouvintes, que terão um som com qualidade digital – igual à FM e ao CD – também em ondas médias, longas e curtas, a indústria eletrônica é a grande beneficiária dessa revolução tecnológica. Estima-se que 2,5 bilhões de receptores serão substituídos progressivamente, além de antenas no mundo inteiro.

2003 – começa a transmitir via internet a Rádio UFPR, da Universidade Federal do Paraná.

Basílio Junior na mesa da Rádio Guairacá


Este é Basilio Junior (Wasyl Stuparyk) na mesa de som RCA da Rádio Guairacá, ZYM 5, A Voz Nativa da Terra dos Pinheirais. Hoje, o Wasyl trabalha com estúdio de áudio e vídeo. Outros companheiros de Rádio, que possuam fotos e queiram divulgar, envie-nos e, além de publicar no Blog, encaminharemos para as pessoas responsáveis por várias iniciativas de preservar a história e estórias do Rádio Paranaense.

Veja e baixe os vídeos do Canal Paulo Branco no Vodpod
Ouça todos os áudio em Paulo Branco no Reverbenation
Contato: pbradialista@yahoo.com.br

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Basílio Junior na mesa da Rádio Guairacá


Este é Basilio Junior (Wasyl Stuparyk) na mesa de som RCA da Rádio Guairacá, ZYM 5, A Voz Nativa da Terra dos Pinheirais. Hoje, o Wasyl trabalha com estúdio de áudio e vídeo. Outros companheiros de Rádio, que possuam fotos e queiram divulgar, envie-nos e, além de publicar no Blog, encaminharemos para as pessoas responsáveis por várias iniciativas de preservar a história e estórias do Rádio Paranaense.

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