Archive for the ‘Blog Paulo Branco – Radialista’ Category

Fuad Kali, Um craque

(publicado originalmente em 05/maio/2008 – Fuad Kalil, um craque )

O Aguiar, dono e administrador da Rádio Cultura quando funcionava ali na José Loureiro esquina com Barão do Rio Branco, bem no centro de Curitiba, não aguentava mais pagar contas altas de telefone.

Foi quando ele resolveu colocar cadeado no disco, de forma não serem feitas mais ligações, principalmente no período noturno.

A turma namorava demais. O que aconteceu?

Ficamos craques em fazer ligação, só batendo no gancho. Lembre-se que os números não não eram teclas, e sim girando o disco.

Após um treinamento…, não é que dava certo?

Fácil era do 1 ao 3, mas quanto maior o número, o intervalo entre as “tecladas” tinha que ser maior, e as vezes não dava certo.

Imagina ligação com o número 9, tínhamos que bater 9 vezes.

No caso do zero, eram 10 as batidinhas, e olha que era difícil acertar na tampa.

Mas para alguns craques dava certo, não é Fuad Kalil?

Que divulgação, hein? – Elon Garcia

(publicado originalmente em 26/abr/2008 – Que divulgação, hein? )

Ainda bem que eu era boêmio, só um pouco, mas aprontei muitas que ainda vou lhes contar mais adiante.

Estando na Guairacá, surgiu então oportunidade de fazer reportagens para a programação diurna da emissora. Falava do trânsito, de política, enquetes eleitorais, porém nunca gostei de lidar com barra pesada, como plantão policial por exemplo.

Assim fui em frente, e como sempre digo, gosto de desafios.

Certo dia de folga, dei uma passada de noite na rádio e encontrei o Elon Garcia, aquele vozeirão da Disapel, quem é curitibano com mais de 50 aninhos deve lembrar.

Pois bem, o Elon era da nossa equipe, mas quando tinha um tempo ocioso pegava o táxi do pai dele, se não me engano, e tentava faturar algum.

Eu já de caco cheio, queria promover meu nome para a Rádio, entrei no taxi e pedi que ele subisse e voltasse pela Barão, que tinha duas mãos de tráfego.

Claro que pagaria. Então meus amigos, enquanto ele subia e descia a Barão, eu ia com a mão do lado de fora do carro gritando:
– “Paulo Branco…Paulo Branco…”.

Quando parava de bater na lataria do carro,virava pro Elon e dizia:
– “Que Divulgação,hein?“. Só soube disso, na manhã seguinte…

Até hoje passados mais 30 anos, onde o Elon me encontra ele fala:
– “Que Divulgação,hein PB?

Pode uma coisa dessa. E Viva o Vitório!

A Noite é da Elite

(publicado originalmente no blog – E a vida foi me levando, em 24/abr/2008)

até que certo dia o nosso comandante Jair deixou a RI e foi dirigir a Rádio Guairacá, que foi uma das maiores emissoras paranaense, hoje não existe mais.

Com carta branca e dinheiro, começou contratar membros da equipe RI, e lá fui para o novo prefixo na Barão do Rio Branco, uma rua central de Curitiba.

Fui comandar o programa “A Noite é da Elite“, sendo assim denominado porque a patrocinadora era a Casa Elite, um magazine da cidade.

E aí tudo mudou, meu horário que era das 5 as 8 da manhã, passou a ser da meia noite até as 4 da matina.

Tudo novo, nova maneira de apresentar, enfim, um novo desafio.
Gosto de desafios, tanto que estou tentando escrever alguma coisa. Esse desafio agora, é dos brabos, mas fazer o quê?

Deixa a vida……

É fato ou boato

(publicado originalmente em 23/abr/2008 – Deixa a vida me levar, lá vou eu… )

Deixa a vida me levar, lá vou eu… é verdade, temos que deixar a vida seguir seu curso.

Assim sendo, enquanto seguia na RI com o “Paraná Bom Dia”, fui criando quadros que eram sempre novidades, entre eles: “É fato ou boato“.

Entrevistava alguém sempre com o jargão “É fato ou é boato que você fez isto ou aquilo…“, e a partir daí o entrevistado(a) respondia “SIM é FATO” ou “NÃO isto é BOATO“.

O fato é que patati…patatá… a entrevista fluía.

Através do programa conseguia ainda, organizar excursões até a praia com preços subsidiados, e “otras cositas más“.

Tinha um acerto com os divulgadores de gravadoras que quando vaiajavam para SP ou RJ buscar lançamentos, ao desembarcar do ônibus 5 da manhã, iam direto para o programa divulgar o que haviam trazido.

Muitas das vezes traziam a tiracolo algum famoso. Entrevistei várias celebridades que estiveram em Curitiba.

Gostava de dar oportunidade aos que ainda não eram conhecidos e famosos, e ficava grato sabendo que algum tempo depois venceram com sua ideias.

Lembro bem do Dalgas Frisch, o homem que primeiro gravou o canto dos pássaros no Brasil. Grandes dias aqueles.

Bem… acho que a conversa está ficando longa e, pra não correr o risco de torná-la enfadonha, vou guardando para próximas.

Inté.

Paraná Bom Dia – 3

(publicado originalmente em 22/abr/2008 – Paraná Bom Dia – 3 )

..voltando as recordações: comecei então apresentar o programa “Paraná Bom Dia” com 03 horas de programação, que deveriam ser renovadas todos os dias. De 15 em 15 minutos trocava o ritmo musical e muita hora certa.

Tive a oportunidade de ser intermediário na ajuda a muitas pessoas, conseguindo passagens àqueles que necessitavam tratamento de saúde, cadeiras de rodas, internações hospitalares e por aí a fora. Fazia de tudo para ajudar, já que tinha um microfone e um veículo de grande audiência como a RI (Rádio Independência).

Chegaram a me propor uma candidatura num cargo eletivo, o que de pronto recusei. Respondi que se atuava a favor da população, não achava justo (como acho ainda) entrar em suas casas e pedir voto. Se o fizesse, estaria cobrando pelo que fazia. Recém chegado em Curitiba, eu gostava mesmo de ser convidado e comparecer em festas, divulgar meu programa e fazer amigos, como de fato consegui.

A rádio era minha família aqui na terra dos pinheirais. A RI foi pioneira na transmissão 24 horas por dia. Não eram só programas de música, sempre havia um apresentador informando, interagindo com ouvintes e repórteres pelas ruas, inclusive com a grande equipe de esportes, sob o comando de Willi Gonzer.

Tem mais.


Paraná Bom Dia – 2

(publicado originalmente em 20/abr/2008 – Paraná Bom Dia – 2 )

O programa tinha de tudo o que se possa imaginar ter num programa de rádio.

Sem falsa modéstia marcou época, e olha que tinham dois pesos pesados para competir, o Arthur de Souza na Colombo e o Abel Scuissiato na Cultura, donos das maiores audiências no horário.

Hoje me dei conta de que não havia preocupação com o que cada um apresentava em seu programa, porque simplesmente não ficávamos ouvindo o outro.

Não dava tempo e como dizia o Muricí, cada um por si e Deus por todos, naturalmente.

Alô Prado

(publicado originalmente em 07/abr/2008 – Alô Prado )

Cheguei em Curitiba no dia 7 de abril de 1964. Havia um excelente locutor esportivo cujo nome era Euclides Prado. Não deu outra, o Plantão na afobação de dar mais uma informação, lascou a seguinte frase para chamar a atenção do narrador: “ALÔ PRADO, o time tal está classificado para segunda fase do campeonato“. Tchan…Tchan…Tchan…Tchan. Imagine o que aconteceu.

Contato: http://pbradialista.yahoo.com.br